domingo, 12 de julho de 2009

Natural

Agora virei pluma
Deslocada pela brisa
Plainando uma jornada
Leve e calma, sem direção

No caminho incerto
Quando olho por perto
Vejo um destino
Vejo meu chão

E então eu virei pedra
Que não se mexe, nem pé arreda
Imóvel, certa e concreta
Até tem um coração

Vai vivendo a solidão
Em toda sua unidade
Por só saber ser sozinha
Por não manter união

E então eu já sou água
Que lava, encharca e alaga
Que leva tudo embora
E não conhece perdão

Espera chegar ao mar
Ou qualquer outra imensidão
Sonha ser cachoeira
E viver em constante explosão

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